What’s New in Gastrointestinal Imaging – November 2021

2 meses ago

Correlação entre o local de perfuração gastrointestinal e a quantidade de pneumoperitônio e ascites em imagens por TC- Drakopoulos D, Arcon J, Freitag P, El-Ashmawy M, Lourens S, Beldi G, Obmann VC, Ebner L, Huber AT, Christe A. Abdominal Radiology 2021 46:4536-4547

O objetivo desse artigo é localizar perfurações de vísceras ocas por meio da análise do volume pneumoperitônio e ascite. Primeiramente, os autores apresentam um cenário clínico em que o ar livre e o fluido podem estar presentes, para assim discutir sobre as técnicas de imagem usadas para tentar localizar o local da perfuração. O estudo retrospectivo analisou 172 pacientes com perfurações gastrointestinais confirmadas cirurgicamente. O volume de pneumoperitônio e de ascite foram medidos por 4 radiologistas com o uso de um software semiautomático. Os autores acharam um número significativamente maior de ascite quando associadas com uma perfuração gastrointestinal superior, com uma média de 333 ml de fluido, em relação a perfurações gastrointestinais inferiores, que produziu em média 100 ml de ascite. Estômago, cólon descendente e cólon sigmóide estão associados a um valor maior de pneumoperitônio. Os autores apresentam um algoritmo para localizar a perfuração. O primeiro ponto importante é o volume de ar livre que deve ser >185ml, depois o volume de ascite para assim indicar a provável localização da perfuração. Os autores concluíram que seu  processo com duas etapas para interpretação por radiologistas, usando volume de ar e volume de ascite, pode aumentar a confiança no diagnóstico de localização de perfurações gastrointestinais superiores, mediais e inferiores.

 

Visualização do Scout na TC: valor agregado para interpretações de TC abdominal. Lee MH, Luber MG, Mellnick VM, Menias CO, Bhalla S, Pickhardt PJ. Abdominal Radiology 2021. 46:5021-5036

Esse artigo dá uma perspectiva interessante para o uso de imagem Scout. Os autores relatam que o uso do Scout pode adicionar informações essenciais à TC, como por exemplo um câncer não suspeito na base dos pulmões que não está incluso na TC completa.  Os autores começam discutindo sobre como a técnica Scout é adquirida para definir os locais iniciais e finais de limite da imagem, a identificação de marcos anatômicos e, por último, argumentam que o padrão médico-legal de cuidado é de que radiologistas deveriam revisar qualquer imagem submetida para interpretação, incluindo Scout. Os autores afirmam que a maioria dos achados da técnica Scout também serão encontrados nas imagens de TC, até 2% de imagens Scout podem apresentar achados que não estão visíveis na faixa de visão da TC. Adicionalmente, corpos estranhos hiperdensos, que incluem instrumentos cirúrgicos retidos, podem ser facilmente identificados nas imagens Scout.  Os autores exemplificam que o Scout pode dar uma imagem melhor de um corpo estranho metálico, que pode ser obscurecido por faixas escuras entre objetos metálicos  (artefatos). O artigo exibe várias imagens relacionadas a achados que podem ser melhor avaliados com a assistência da técnica de imagem Scout, assim como dificuldades desta técnica.

 

Utilitário de diagnóstico de tomografia computadorizada em pacientes que se apresentam ao departamento de emergências com perda de peso não intencional. Rao S, Kikano EG, Smith DA, Tirumani SH, Ramaiya NH. Emergency Radiology (2021) 28: 771-779.

O artigo publicado no Jornal de Emergências Radiológicas discute sobre o uso de imagens em queixas desafiadoras, como a perda de peso não intencional, que é definida pela perda de 5% da massa corporal durante um período de no mínimo 6 meses. Os autores apresentam um caso retrospectivo coorte de 133 pacientes. Desses 133 pacientes, 92 foram submetidos a TC de abdome/pelve, 22 foram submetidos a TC de tórax completo, abdome e pelve. Além disso, os outros foram submetidos a TC únicas de tórax, abdome ou pelve. O achado mais comum nessas TC foi uma condição gastrintestinal não maligna (31%), a mais comum sendo pancreatite crônica. Esse dado foi seguido por qualquer tipo de achado maligno (23%), os mais comuns sendo pulmão, cólon e pancreático. Os autores afirmam que foi possível  achar a causa para a perda de peso não intencional por meio da TC em 48% dos pacientes. Vale destacar que foram encontradas correlações significativas entre TC positiva e taxas elevadas de glóbulos brancos e anormalidades nos exames físicos.

 

TC para estadiamento de linfonodo de câncer de cólon: não somente o tamanho mas também a localização e o número de linfonodos. Hong EK, Landolfi F, Castagnoli F, Park SJ, Boot J, Van den Berg J, Lee JM, Beets-Tan R. Abdominal Radiology (2021) 46:4096-4105

Esse artigo tem como objetivo prever o estágio de linfonodos em pacientes com câncer de cólon usando técnicas de imagem de TC. Os autores começam com uma discussão sobre os estadiamentos e os tratamentos atuais do câncer de cólon, além de ressaltar que atualmente não há um critério radiológico preciso para o envolvimento de linfonodos em casos de câncer de cólon. Um estudo retrospectivo coorte de 317 pacientes com câncer de cólon que passaram por tratamento cirúrgico primário foi avaliado com TC e contraste IV para localização do linfonodo, tamanho, aglomerado, atenuação, forma, heterogeneidade interna, margens e comparação histológica do estágio do linfonodo. Os linfonodos com maiores diâmetros curtos (com corte de 7,95 mm) e heterogeneidade interna foram os achados mais significativos com um diagnóstico maligno. O número total de linfonodos, número de linfonodos na região peritumoral e número de linfonodos ao longo de vasos mesentéricos também demonstrou um alto grau de correlação com um diagnóstico maligno do linfonodo no câncer de cólon. Os autores desse estudo não acharam nenhuma relação significativa entre a razão do tamanho curto/longo dos eixos do linfonodo quando 0,8 ou maior, como já foi relatado em estudos anteriores.

 

Abordagem de lesões císticas no abdome e pelve com correlações radiológica-patológica.Yacoub JH, Clark JA, Paal EE, Manning MA. Radiographics 2021; 41: 1368-1386

Esse artigo dá ênfase nas características de imagens de lesões císticas do trato gastrointestinal, mesentério e peritônio, dando foco em formas de ajudar no diagnóstico dessas lesões. Os autores ressaltam pontos importantes dos conteúdos dos cistos, loculação, espessura da parede, complexidade interna e realce. Os autores iniciam separando os cistos em três categorias: cistos verdadeiros, cisto neoplásico e  lesões de aspecto cístico, apresentando imagens detalhadas de cada categoria. Depois, detalhes também são apresentados sobre o uso e as deficiências de cada modalidade de imagem no diagnóstico de cistos. Grande parte do artigo descreve lesões císticas e fornece recursos de imagem para ajudar radiologistas a ganharem familiaridade com as possíveis lesões, assim como diagnósticos parecidos ao de lesões císticas. O manuscrito fornece diversas imagens de alta qualidade dessas lesões. O artigo é concluído com uma discussão sobre o tratamento de lesões císticas do trato GI e do abdome.

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