What’s New in Gastrointestinal Imaging – November 2021

7 meses ago

Dilatações no trato gastrointestinal: Porquê e como elas ocorrem –  uma classificação de imagem simplificada.

Carbo AI, Nakrour N, Barbeito S, Gregorio ML, Geimadi A, Gomez JS. Gastrointestinal Tract Dilatations: Why and How They Happen-A Simplified Imaging Classification. Radiographics. 2021 Oct;41(6):E175-E176. doi: 10.1148/rg.2021210135. PMID: 34597236.

 

Dilatação é um aumento de uma estrutura tubular além de suas dimensões normais. Este artigo vem acompanhado de uma apresentação de slides que explica os mecanismos, causas e padrões de imagens associadas a diversas classificações fisiopatológicas do trato gastrointestinal e suas dilatações. As diversas classificações de imagem englobam atonia, obstruções simples, obstruções em alças fechadas e obstruções focais. As diversas patologias que se enquadram em cada classe estão elucidados na apresentação de slides. Em última análise, os exames de imagens auxiliam na localização do nível de obstrução, ou do ponto de transição, na diferenciação entre obstruções de alça aberta ou de alça fechada, na estimativa da gravidade da obstrução (parcial versus completas), e consequentemente, no estabelecimento da causa da obstrução. 

 

É possível a triagem de pacientes baseada em escores clínicos reduzir o uso da tomografia computadorizada em adolescentes e jovens adultos com suspeita de apendicite aguda? 

Song H, Lee S, Park JH, Kim HY, Min HD, Jeon JJ, Lee KH; LOCAT Group. Can Patient Triaging with Clinical Scoring Systems Reduce CT Use in Adolescents and Young Adults Suspected of Having Appendicitis? Radiology. 2021 Aug;300(2):350-358. doi: 10.1148/radiol.2021203884. Epub 2021 May 18. PMID: 34003054.

 

Este artigo traz a ideia da utilização de escores clínicos para pacientes com suspeita de apendicite aguda objetivando avaliar qual paciente deve ser submetido a tomografia computadorizada ou outra conduta baseada em critérios clínicos.  Este estudo retrospectivo avaliou 2888 pacientes com suspeita de apendicite aguda ao longo de cinco anos. Quase 1100 pacientes foram diagnosticados com apendicite aguda.  A tomografia para suspeita de apendicite aguda tem uma sensibilidade de 98% e uma especificidade de 95%, e estes números foram utilizados como parâmetro para a utilização dos modelos de escores clínicos. O artigo apresenta a utilização dos diferentes modelos de escores clínicos objetivando a sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada. Ao final do estudo constatou-se que não houve redução na utilização de tomografia computadorizada, sendo esta superior aos modelos de escores clínicos testados, além de falhas de acurácia no diagnóstico final.

 

Corpos estranhos em orifícios corporais: um ensaio pictórico.

Saeed Bamashmos A, Heshmetzadeh Behzadi A, Elfatairy K, Megahed A, Kochar P, Hegde R. Foreign bodies of body orifices: A pictorial review. Clin Imaging. 2021 Dec;80:180-189. doi: 10.1016/j.clinimag.2021.07.006. Epub 2021 Jul 25. PMID: 34333353.

 

Este artigo discorre sobre as diferentes formas de apresentação de corpos estranhos em um cenário de pronto atendimento, dentre elas, ingestão, inalação e inserção. Os autores mostram apresentações clínicas típicas, características de imagens e conduta. Os autores fazem menção a discrepância de idade nas ocorrências. Por exemplo, 80% dos registros orais acontecem em crianças abaixo de 3 anos e os principais objetos são moedas, brinquedos, e baterias em pastilha. Por outro lado, a maioria dos corpos estranhos ano-retais ocorrem em homens da terceira à quarta década de vida. O artigo também discute as complicações decorrentes de inserções, que incluem obstruções, ulcerações, formação de fístulas, e perfurações. Clinicamente, o diagnóstico pode ser desafiador, especificamente em crianças e em pacientes psiquiátricos devido à dificuldade de comunicação, sendo que a imagem é fundamental para direcionar uma conduta apropriada e em tempo viável. 

 

Achados de imagem nas doenças que afetam o ligamento gastrohepático: não tão fácil quanto parece.

Karaosmanoglu AD, Onder O, Akata D, Ozmen MN, Karcaaltincaba M. Imaging findings of diseases affecting the gastrohepatic ligament: not as acquiscent as it seems. Abdom Radiol (NY). 2021 Sep;46(9):4106-4120. doi: 10.1007/s00261-021-03102-y. Epub 2021 May 11. PMID: 33974089.

Este artigo descreve o ligamento gastrohepático, uma das maiores porções do omento menor, junto do ligamento gastroduodenal. Os autores afirmam que mesmo sendo uma estrutura pequena, pode ser acometido por diversas doenças, tanto neoplásicas quanto não neoplásicas. O artigo começa com uma revisão da anatomia antes de discutir as patologias desta estrutura. Os autores fornecem características de imagens das doenças do ligamento gastrohepático, incluindo câncer gástrico, GIST, neoplasias mesenquimais, linfoma, doença metastática, e tumores adjacentes infiltrativos, por exemplo, os de origem hepática. Os autores também discutem as anomalias vasculares e linfáticas, lesões de origem neural (neurofibromas), hematomas e infecções. 

 

Tomografia com dose convencional versus baixa dose (2 mSv) para diverticulite aguda direita como um diagnóstico alternativo à apendicite aguda: Análise secundária de dados de estudos randomizados.

Conventional-Dose CT Versus 2-mSv CT for Right Colonic Diverticulitis as an Alternate Diagnosis of Appendicitis: Secondary Analysis of Large Pragmatic Randomized Trial Data Hae Young Kim, Seungjae Lee, Dong Hwan Kim, Yousun Ko, Ji Hoon Park, Ara Ko, Seok Min Jeong, Sung Bin Park, Kyoung Ho Lee, and for the LOCAT Group American Journal of Roentgenology 2021 217:5, 1113-1121

 

Diverticulite cólica direita um importante diagnóstico diferencial para apendicite aguda, já que sua apresentação pode ser similar e suas condutas divergentes, já que a diverticulite é raramente tratada cirurgicamente. Estudos prévios mostram que a dose de radiação da tomografia pode ser reduzida a até 2 mSv para a detecção de apendicite aguda, entretanto esta  conduta não tem sido utilizada devido ao receio em se perder diagnósticos diferenciais da apendicite aguda, entre elas a diverticulite aguda direita. Este estudo é uma análise retrospectiva que utiliza dados de um outro estudo Coreano denominado (locate). Foram selecionadas 400 imagens tomográficas (200 com o protocolo de 2 mSv e 200 com o de dose convencional), sendo que aproximadamente metade destas imagens eram de pacientes com o diagnóstico final de diverticulite aguda direita, enquanto que o restante era de pacientes com apendicite aguda, dor abdominal inespecífica ou outro diagnóstico alternativo. Essas imagens foram revisadas por quatro radiologistas (dois experientes e dois residentes), que não tinham conhecimento sobre o esquema de seleção, os laudos anteriores, a história dos pacientes e a prevalência de diverticulite aguda no estudo. Os leitores graduaram a possibilidade de diverticulite aguda como presente, ausente ou indeterminada e constataram que a tomografia de baixa dose foi comparável a tomografia de dose habitual no diagnóstico de diverticulite aguda à direita. 

 

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