What’s new in Pediatric Imaging (Portuguese) – August 2020

2 anos ago

IMAGEM ABDOMINAL

 

A importância da pobreza de gás nas radiografias de abdome nas crianças com obstrução do intestino delgado causado por brida.

Johnson BL, Campagna GA, Hyak JM, et al. A importância da pobreza de gás nas radiografias de abdome nas crianças com obstrução do intestino delgado causado por brida. Am J Surg 2020; 220: 208-213.

https://doi.org/10.1016/j.amjsurg.2019.10.035

Pergunta (s) Qual é o significado da pobreza de gás na radiografia abdominal inicial?

Design Estudo retrospectivo de 2011 a 2015

Localização Centro único, Hospital Infantil do Texas / Baylor College of Medicine, Houston, Texas

Participantes 207 pacientes com obstrução do intestino delgado por brida

Intervenção Cirurgia

Resultados Taxas de achados nas radiografias de abdome (presença de níveis hidroaéreos, pobreza de gás), acurácia da radiografia de abdome versus tomografia computadorizada em relação ao tipo de obstrução (não caracterizável, suboclusão inestinal, obstrução completa ou obstrução em alça fechada).

Resultados Principais Radiografia de abdome inicial mostrou pobreza de gás em 41% dos casos, e a intervenção cirúrgica foi mais comum nos pacientes com pobreza de gás em comparação aos pacientes com níveis hidroaéreos (49% vs. 32%, p = 0,01). Pacientes com pobreza de gás também tiveram mais comumente obstrução intestinal em alça fechada ou obstrução completa quando comparado ao outro grupo (71% vs. 29%, p <0,001).

Observações As radiografias abdominais geralmente orientam o manejo inicial da obstrução do intestino delgado. A pobreza de gás intestinal está associada a obstruções mais graves (obstrução intestinal em alça fechada ou obstrução completa) e manejo cirúrgico em comparação com as alças intestinais distendidas.

 

O uso do enema com solução salina guiada por ultrassonografia sob sedação para a redução das intussuscepções ileocólicas: 20 anos de experiência.

Sacks RS, Anconina R, Farkas E, et al. O uso do enema com solução salina guiada por ultrassonografia sob sedação (SUR) para a redução das intussuscepções intestinais: 20 anos de experiência. Jornal Pre-Proof. J Pediatr Surg 2020.

https://doi.org/10.1016/j.jpedsurg.2020.05.049

Pergunta (s): Como é a redução da intussuscepção intestinal ileocólica por meio do uso de solução salina guiada por ultrassonografia?

Design Estudo retrospectivo de 1998 a 2018

Localização Instituição única, Universidade Ben Gurion do Negev, Be’er Sheva, Israel

Participantes 414 episódios totais de intussuscepção foram submetidos a SUR; 338 foram episódios primários e 76 foram episódios recorrentes.

Intervenção redução hidrostática (com uso de solução salina) guiada por ultrassonografia.

Resultados Taxa de sucesso técnico, taxa de perfuração. Associações clínicas e de imagem, incluindo idade do paciente, ausência de líquido livre e localização no quadrante superior direito.

Resultados Principais 257 de 338 episódios primários (84,3%) de intussuscepção primárias (84,3%) tiveram uma redução hidrostática guiada por ultrassonografia bem sucedida. 59 de 76 episódios recorrentes foram reduzidos com sucesso com SUR (78%). Não houve perfurações durante o SUR. Associações estatisticamente significantes para a SUR incluíram idade avançada no momento do diagnóstico (p = 0,016), ausência de líquido livre (p = 1,803e-05) e localização da intussuscepção no quadrante superior direito (p = 0,0048).

Observações Taxas de sucesso da redução hidrostática ou aérea guiada por fluoroscopia variam entre 68-90%. Os riscos desses procedimentos incluem exposição à radiação e baixo risco de perfuração pneumática. Este estudo demonstra uma taxa de sucesso na redução ileocólica com uso de solução salina guiada por ultrassonografia, sem nenhum caso de perfuração e também por evitar a exposição a radiação ionizante. Um grande desafio da SUR inclui a não visualização do ceco e do íleo em tempo real, uma vez que o ar introduzido interfere na avaliação ultrassonográfica. Ademais, essa técnica requer anestesia que agrega risco potencial e não é uma prática padrão na maioria dos hospitais. Embora a SUR possa ser uma técnica útil e bem-sucedida na redução de intussuscepção ileocólica, a falta de treinamento técnico e ultrassonográfico adequado pode impedir seu uso em hospitais não especializados.

 

IMAGEM TORÁCICA

 

Mapa T1 de pulmão por ressonância magnética na avaliação de doença pulmonar em crianças com fibrose cística: um estudo piloto

Neemuchwala F, Mahani MG, Pang Y, et al. Mapa T1 de pulmão por ressonância magnética na avaliação de doença pulmonar em crianças com fibrose cística: um estudo piloto. Pediatr Radiol 2020; 50: 923-934.

https://doi.org/10.1007/s00247-020-04638-9

Perguntas (s) O Mapa T1 do pulmão em crianças com fibrose cística (FC) pode detectar doença pulmonar precocemente ou monitorar exacerbações pulmonares?

Design Estudo prospectivo, de setembro de 2017 a janeiro de 2018. A fase 1 foi uma avaliação transversal e a fase 2 foi uma avaliação longitudinal durante 2 semanas.

Localização centro único (presumido)

Participantes 16 crianças: 5 pacientes com FC em comparação com 5 voluntários saudáveis ​​na Fase 1 e 6 pacientes com FC na Fase 2

Intervenção Mapa T1 sem contraste, sequência ultrashort echo time (UTE), teste de espirometria

Resultados Valor médio de T1, volume pulmonar percentual sem valor de T1 e escore de FC na ressonância magnética (RM).

Resultados Principais Nos pacientes da Fase 1, os pacientes com FC apresentaram valores médios normalizados de T1 significativamente mais baixos no pulmão (p = 0,02), exceto no lobo inferior direito (p = 0,29). Pacientes com FC também apresentaram percentual significativamente maior de volume pulmonar sem sinal de T1 (p = 0,006). Na Fase 2, todos os casos, exceto um, tiveram aumento do valor de T1 no pulmão inteiro (p = 0,001) e melhor pontuação nos escores de perfusão (p = 0,02) ao longo do tratamento.

Observações O mapa T1 tem sido utilizado na ressonância magnética de adultos com FC. Isso é possível porque o plugs causados pelo muco e o aprisionamento aéreo na FC resultam em vasoconstrição induzida por hipóxia e anormalidades de perfusão. Como o sangue tem um sinal T1 mais alto que o parênquima pulmonar, o pulmão bem perfundido terá um aumento do sinal T1 em comparação ao pulmão com hipóxia. Este estudo constatou que, como nos adultos, as crianças com FC apresentaram diminuição do sinal normalizado de T1, mesmo quando a espirometria era normal. Os autores afirmam que o mapa T1 pode ser usado em crianças com FC para detectar doenças pulmonares precoces e fornecer tratamento precoce, enquanto minimizam a exposição à radiação. Em pacientes com FC com exacerbações agudas, o mapa T1 pode ajudar a determinar a melhora e orientar a duração do tratamento com antibióticos. As principais limitações deste estudo foram o pequeno tamanho da amostra e a influência do artefato nos valores de T1.

 

IMAGEM CARDÍACA

 

Distribuição de gordura corporal, sobrepeso e estruturas cardíacas em crianças de idade escolar: um estudo de ressonância magnética cardíaca de base populacional

Toemen L, Santos S, Roest AA, et al. Distribuição de gordura corporal, sobrepeso e estruturas cardíacas em crianças em idade escolar: um estudo de ressonância magnética cardíaca de base populacional. JAHA 2020; 9: e014933.

https://doi.org/10.1161/JAHA.119.014933

Pergunta (s) Quais são as associações de gordura corporal geral e abdominal com a estrutura e função ventricular direita e esquerda em crianças com sobrepeso?

Design Estudo de coorte prospectivo, de base populacional

Localização Estudo da geração R em Roterdã, Holanda

Participantes 2836 crianças de 10 anos e diversas etnias (holandês vs. não holandês, que incluíam europeus, turcos, marroquinos, surinameses, cabo-verdianos e Antilhas Holandesas)

Intervenção Crianças com sobrepeso, obesas e abaixo do peso foram comparadas com crianças de peso normal

Resultados Índice de massa corporal (IMC) na infância, composição corporal (índice de massa magra, índice de massa gorda e índice de tecido adiposo visceral), pressão arterial e medidas cardíacas: volume diastólico final do ventrículo direito (VDFVD), fração de ejeção do ventrículo direito (FEVD), volume diastólico final do ventrículo esquerdo (LVEDV), fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), massa do ventrículo esquerdo (MVE), relação massa / volume do ventrículo esquerdo (LMVR) como um marcador para remodelação concêntrica, volume sistólico e débito cardíaco.

Resultados Principais Crianças com sobrepeso e obesas apresentaram maior índice de massa magra, índice de massa gorda, índice de tecido adiposo visceral e pressão arterial em comparação às crianças com peso adequado. O IMC foi associado positivamente com VDFVD (0,39), VDFVE (0,41), LVM (0,39) e LMVR (0,07). As associações do índice de massa magra com todas as medidas cardíacas foram mais fortes do que as do IMC com a associação mais forte com o VDFVE (0,51). Em menor grau, o índice de massa gorda e o índice de tecido adiposo visceral também se correlacionaram positivamente com VDFVD (0,15 e 0,09, respectivamente), VDFVE (0,17 e 0,09), LVM (0,19 e 0,12) e LMVR (0,07 e 0,09). O IMC e a composição corporal (índice de massa magra, índice de massa gorda e índice de tecido adiposo visceral) foram inversamente correlacionados com a resistência vascular sistêmica. Crianças obesas apresentaram o maior volume cardíaco, massa, razão massa / volume e volume sistólico e menor FEVE. Nenhuma diferença foi observada para a FEVE.

Observações A massa magra pode ser um forte determinante de crescimento cardíaco. A massa gorda também pode influenciar a estrutura cardíaca em crianças mais velhas. Embora este estudo não mostre associação entre a função cardíaca esquerda e o IMC, outros estudos referenciados demonstraram menor FEVE e aumento do índice de tecido adiposo visceral. A obesidade está associada à menor função cardíaca direita.

 

RADIOLOGIA MUSCULOESQUELÉTICA

 

Acurácia da ultrassonografia no diagnóstico de lesões metafisárias clássicas, utilizando radiografias como padrão-ouro

Karmazyn B, Marine MB, Wanner MR et al. Precisão da ultrassonografia no diagnóstico de lesões metafisárias clássicas, utilizando radiografias como padrão-ouro. Pediatr Radiol 2020; 50: 1123-1130.

https://doi.org/10.1007/s00247-020-04671-8

Pergunta (s) A ultrassonografia (US) é acurada para o diagnóstico de lesões metafisárias clássicas (LMC) em casos suspeitos de abuso infantil?

Design Estudo prospectivo de 2014-2017. Dois radiologistas (Rad1 e Rad2) revisaram às cegas a US de fêmures distais bilaterais e da tíbia proximal e distal direita ou esquerda de cada participante. Os casos foram considerados positivos se a criança apresentava uma LMC no inquérito esquelético e negativos se a LMC não era definitivamente vista no inquérito esquelético. Os casos eram indeterminados se as palavras “possível”, “preocupante” ou “sugestivo” fossem usadas no relatório da pesquisa esquelética.

Localização Instituição única, Hospital para Crianças Riley, Indianápolis

Participantes 63 crianças (idade <1 ano) com 241 metáfises avaliadas. Todas as crianças incluídas foram divididas em três grupos: controle, crianças incluídas para pesquisas esqueléticas por possível abuso e crianças incluídas para pesquisas esqueléticas já com suspeita de LMC.

Intervenção

Resultados Sensibilidade, especificidade e acurácia da detecção por US entre interpretação de 2 radiologistas, kappa (confiabilidade interobservador).

Resultados Principais O Kappa para presença de LMC na US foi de 0,7 com concordância de 96%. A sensibilidade das USs foi baixa (55% e 63% para Rad1 e Rad2, respectivamente), e a especificidade das US foi alta: 98% e 97% para Rad1 e Rad2, respectivamente. A acurácia das USs foi alta (94% para ambos os radiologistas).

Observações Nos Estados Unidos, pesquisas esqueléticas são obrigatórias para qualquer caso de suspeita de abuso em crianças menores de 2 anos e são consideradas o padrão de referência para o diagnóstico de fraturas associadas. As fraturas podem ser vistas nas USs. Este estudo avalia a sensibilidade, especificidade e acurácia do uso da US na avaliação de LMC. A confiabilidade interobservador neste estudo foi maior do que a relatada no diagnóstico de LMC em radiografias com 2 incidências. A acurácia e a especificidade da US no diagnóstico da LMC foram altas, mas a sensibilidade foi baixa. Portanto, a US poderia ser um complemento útil para avaliar LMC que foram indeterminadas em radiografias.

 

Acurácia diagnóstica da ultrassonografia para fraturas dos membros superiores em crianças: revisão sistemática e meta-análise.

Tsou PY, Ma YK, Wang YH, et al. Acurácia diagnóstica da ultrassonografia para fraturas dos membros superiores em crianças: revisão sistemática e meta-análise. Article in Press. Sou J da Emerg Med, 2020.

https://doi.org/10.1016/j.ajem.2020.04.071

Pergunta (s) Qual é a acurácia diagnóstica da ultrassonografia (US) para fraturas de membros superiores nas crianças?

Design Revisão sistemática de bancos de dados (PubMed, EMBASE, Web of Science) a partir de novembro de 2019, usando termos de índice predefinidos. Modelo bivariado de efeitos aleatórios foi usado para a meta-análise. Também foi realizada análise de subgrupos do local da fratura (cotovelo vs. não cotovelo).

Número de estudos 32 estudos foram incluídos, de diversos continentes

Intervenção US realizada para fraturas nos membros superiores

Resultados Sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança positiva e razão de verossimilhança negativa e a área sob a curva ROC para diagnóstico por US de fraturas de membros superiores e análise de subgrupos para fraturas do cotovelo. Meta-regressão foi realizada para determinar se o local da fratura afetava a acurácia do diagnóstico.

Resultados Principais A sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança positiva (LR +), razão de verossimilhança negativa (LR-) e a área sobre a curva ROC (AUC) para o diagnóstico por US foram de 0,95, 0,95, 21,1, 0,05 e 0,98, respectivamente. A sensibilidade, especificidade, LR+, LR- e AUROC para análise de subgrupos para fratura de cotovelo foram de 0,95, 0,87, 7,3, 0,06 e 0,96, respectivamente. A meta-regressão sugeriu que o local da fratura afeta a precisão diagnóstica da US (p <0,01 para fraturas do cotovelo vs. não cotovelo).

Observações As evidências atuais mostram que a US tem excelentes características de desempenho diagnóstico para fraturas de membros superiores em crianças e pode servir como uma alternativa às radiografias simples. Curiosamente, os autores também avaliaram o uso do US point of care (POCUS) em comparação a US realizada por radiologia como uma análise adicional de subgrupo e mostraram sensibilidade, especificidade, LR +, LR– e AUC de 0,95, 0,96, 22,7, 0,06 e 0,97, respectivamente. Isso poderia sugerir que o uso do POCUS poderia ter um desempenho semelhante à US realizada pelo radiologista. No entanto, devido ao baixo poder estatístico (17 estudos incluídos para o POCUS) e à grande variação no treinamento musculoesquelético (30 minutos de didática com prática por médicos a anos de experiência em radiologia), deve-se tomar cuidado ao interpretar os resultados, especialmente porque US é uma modalidade operador dependente.

 

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

 

Oclusão pós-pilórica por balão para aumentar o sucesso técnico durante a colocação percutânea de sonda de gastrostomia/ gastrojejunostomia

Durand R, Cahill AM, Shellikeri S, et al. Oclusão pós-pilórica por balão para aumentar o sucesso técnico durante a colocação percutânea de sonda de gastrostomia/ gastrojejunostomia. J Vasc Interv Radiol 2020; 31:1139–1142.

https://doi.org/10.1016/j.jvir.2020.03.004

Pergunta(s) A obstrução pós-pilórica por balão maximiza a insuflação gástrica na colocação de sonda de gastrostomia/gastrojejunostomia via percutânea após falha dos métodos convencionais?

Local Instituição única, Hospital Infantil da Filadélfia

Desenho Estudo retrospectivo de 2016 a 2019.

Participantes Foram selecionados casos em que foi utilizada a oclusão pós-pilórica por balão. 29 de 155 casos de colocação do tubo de alimentação exigiram oclusão por balão. A idade média dos pacientes foi de 36 meses.

Intervenção A oclusão com uso de balão pós-pilórica foi usada nos casos em que a margem do estômago não era suficientemente subcostal, não fosse definido com clareza a margem hepática ou se houvesse perda prematura de ar insuflado para o duodeno.

Desfechos Taxa de sucesso técnico.

Principais Resultados A oclusão por balão foi bem-sucedida em 23 dos 29 pacientes (79,3%), o que aumentou a taxa de sucesso geral da colocação do tubo de alimentação percutânea de 80,1% para 95,2%.

Comentários A oclusão pós-pilórica por balão pode aumentar a taxa de sucesso da colocação percutânea de gastrostomia/ gastrojejunostomia em crianças, principalmente nos casos com interposição intestinal e hepática. É uma técnica simples e pode ser usada em crianças de até 3 kg. Os autores pressupõem que essa técnica possa ser usada em vez de glucagon em casos apropriados. Os 6 casos mal sucedidos neste estudo foram atribuídos a fatores que não puderam ser superados, incluindo interposição colônica persistente, distensão do intestino delgado e hepatomegalia. Portanto, essa técnica não elimina completamente a necessidade de colocação cirúrgica de sonda para alimentar a criança. As limitações deste estudo e técnica incluem o tamanho pequeno da amostra, tempo adicional de fluoroscopia e dose de radiação para o paciente.

 

NEURORRADIOLOGIA

 

Acurácia da RM para detecção de perda auditiva neurossensorial em lactentes com meningite bacteriana

Orman G, Kukreja MM, Vallejo JG, et al. Acurácia da RM para detecção de perda auditiva neurossensorial em lactentes com meningite bacteriana. AJNR 2020; 41: 1081–1086.

http://dx.doi.org/10.3174/ajnr.A6539

Pergunta(s) Qual é a acurácia diagnóstica da RM para prever o desenvolvimento de perda auditiva neurossensorial (SNHL) entre crianças com meningite bacteriana?

Desenho Estudo retrospectivo de 2011 a 2019.

Local Instituição única, Hospital Infantil do Texas/Faculdade de Medicina de Baylor, Houston, Texas

Participantes 115 crianças

Intervenção Revisão retrospectiva independente de RMs cerebrais realizadas por 2 neurorradiologistas pediátricos, cegos e certificados, com 7-9 anos de experiência. O teste audiométrico foi o padrão de referência do diagnóstico de SNHL em todos os pacientes.

Desfechos Sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP), valor preditivo negativo (VPN) e acurácia diagnóstica da imagem ponderada em T1 contrastada (T1WI+C), da imagem FLAIR e da avaliação combinada com os resultados dos testes audiométricos. Os achados laboratoriais também foram avaliados, incluindo culturas de LCR, glicose no LCR, proteínas no LCR, contagem de leucócitos no LCR e hemoculturas.

Principais Resultados Para T1WI+C, o consenso de sensibilidade, especificidade, VPP, VPN e acurácia foram de 61,4%, 95,5%, 83,3%, 87,1% e 86,3%, respectivamente. Para imagens FLAIR, a sensibilidade, especificidade, VPP, VPN e acurácia foram de 50%, 93,6%, 75%, 83,1% e 81,6%, respectivamente. A concordância interobservador para T1WI + C, imagem FLAIR e avaliação combinada foi excelente (kappa > 0,9). Os fatores significativamente associados à SNHL foram: baixa glicose no LCR, alta proteína no LCR e cultura positiva no LCR.

Comentários A hipercaptação do contraste e o aumento do sinal na sequência FLAIR na RM do ouvido interno são altamente específicos para a predição de SNHL em lactentes com meningite bacteriana e podem estar relacionados à inflamação, quebra da barreira hematoencefálica e acúmulo de líquido proteico anormal na meningite bacteriana. Os resultados deste estudo devem aumentar a conscientização e incentivar uma avaliação mais detalhada do ouvido interno em pacientes com meningite bacteriana nas ressonâncias magnéticas cerebrais de rotina.

 

Ressonância magnética cerebral ultra-rápida de um minuto com sequências básicas completas: pode ser um caminho promissor para a neuroimagem pediátrica?

Ha JY, Baek HJ, Ryu KH, et al. Ressonância magnética cerebral ultra-rápida de um minuto com sequências básicas completas: pode ser um caminho promissor para a neuroimagem pediátrica? AJR 2020; 215: 198–205.

https://www.ajronline.org/doi/10.2214/AJR.19.22378

Pergunta(s) Um protocolo de ressonância magnética cerebral ultrarrápida de 1 minuto é clinicamente viável em pacientes pediátricos?

Desenho Estudo retrospectivo

Local Centro único, Faculdade de Medicina da Universidade Nacional Gyeongsang e Hospital Changwon da Universidade Nacional Gyeongsang, República da Coreia.

Participantes 23 pacientes com achados normais e anormais

Intervenção Protocolo de ressonância magnética ultra-rápida de 1 minuto (tempo total de varredura 1 minuto, 11 segundos) em comparação com o protocolo de ressonância magnética cerebral de rotina (tempo total de varredura 9 minutos, 51 segundos)

Desfechos Escala Likert de 4 pontos para classificação da qualidade da imagem, Wilcoxon assinou um teste de classificação para comparar as classificações dos leitores e a concordância interobservadores entre 2 leitores independentes fornecida com valores percentuais

Principais Resultados Os escores médios da qualidade geral da imagem e o delineamento anatômico nas imagens ultra-rápidas de RM do cérebro foram significativamente menores do que os das imagens de RM do cérebro habituais. No entanto, as ressonâncias magnéticas cerebrais ultra-rápidas mostraram qualidade geral da imagem e detalhes anatômicos suficientes com >2 pontos na escala Likert de 4 pontos. A concordância interobservador nos dois protocolos variou de 60 a 100%.

Comentários Os autores concluem que o protocolo de ressonância magnética cerebral ultra-rápida de 1 minuto possui qualidade de imagem suficiente para uso diagnóstico quando comparado com um protocolo de ressonância magnética cerebral de rotina. As implicações do menor tempo de varredura sugerem taxas mais baixas de falha na varredura, menor necessidade de sedação e diminuição da ansiedade relacionada aos exames de ressonância magnética. No entanto, existem várias limitações importantes deste estudo, incluindo pequeno tamanho da amostra, baixa confiabilidade interobservadores e análise subjetiva da qualidade da imagem.

 

QUALIDADE E SEGURANÇA

 

Dose de radiação nos acompanhantes durante exames comuns de tomografia computadorizada pediátrica

Overhoff D, Weis M, Riffel P, et al. Dose de radiação nos acompanhantes durante exames comuns de tomografia computadorizada pediátrica. Pediatr Radiol 2020; 50: 1078–1082.

https://doi.org/10.1007/s00247-020-04681-6

Pergunta(s) Qual é a dose de radiação nos acompanhantes adultos durante tomografias computadorizadas pediátricas?

Desenho Estudo prospectivo. Dois protocolos usando 1) phantom de tórax e 2) pacientes pediátricos para exames de rotina do tórax.

Local Instituição única, Centro Médico da Universidade Mannheim, Universidade de Heidelberg

Participantes 3 medidas totais do dosímetro de 10 exames usando phantom e de 12 exames pediátricos de rotina

Intervenção Os 3 dosímetros foram colocados em diferentes locais ao redor do tomógrafo (na abertura do gantry, a 1 m do gantry e ao lado do gantry). As doses de radiação foram registradas.

Desfechos Dose total de radiação (μSv) do Dosímetro #1, #2 e #3

Principais Resultados Para o protocolo 1, o Dosímetro #1 teve uma dose total de radiação de 3 μSv, o Dosímetro #2 teve 1 μSv e o Dosímetro #3 não detectou radiação. Para o protocolo 2, o Dosímetro #1 apresentou uma dose total de radiação de 2 μSv, o Dosímetro #2 apresentou 1 μSv e o Dosímetro #3 não detectou radiação.

Comentários Baixas doses de radiação são registradas para todas as posições do dosímetro para ambos os protocolos, incluindo nenhuma quando posicionada ao lado do gantry. A diferença de doses entre as imagens do phantom e as reais foi atribuída à dispersão. O estudo tem limitações, como medir doses em uma única altura e não considerar a presença de aventais de chumbo, geralmente usados ​​pelos acompanhantes. Esses resultados podem não ser aplicáveis ​​a exames de outras partes do corpo ou a outros tipos de estudos, como fluoroscopia. No entanto, as baixas doses gerais registradas são tranquilizadoras, permitindo que os acompanhantes tenham segurança ao permanecer com as crianças durante as tomografias computadorizadas.

References
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